GTA 6 terá missões mais abertas, diz Rockstar
Rob Nelson, da Rockstar North, disse à IGN que as missões de GTA 6 terão várias rotas de fuga e liberdade nas perseguições, mas parte da história segue fixa.
Confirmado. A Rockstar Games ou a Take-Two disseram isso oficialmente.

As missões de GTA 6 vão dar mais espaço para o jogador fazer as coisas do seu jeito. Quem confirmou foi Rob Nelson, da Rockstar North, em entrevista à IGN repercutida por Dexerto e GTABase em 7 de outubro. Segundo ele, o estúdio fez "um esforço muito consciente para abrir as coisas onde fosse possível", sem abrir mão da qualidade. Na prática, isso significa várias rotas de fuga e liberdade para ignorar o caminho sugerido durante perseguições policiais. Alguns momentos da história, porém, continuam fechados.
Os exemplos dados pela Rockstar
Nelson usou como exemplo a sequência no prédio residencial mostrada no Extended Look exibido pela Netflix. Ali, de acordo com o desenvolvedor, existe mais de uma saída do edifício, e o jogador escolhe por onde escapar.
O segundo exemplo é uma missão em que Jason e Lucia buscam Raul e precisam fugir da polícia. Na primeira parte, você atira como Jason enquanto Lucia dirige. Depois, assume o volante da fuga. O jogo indica uma rota ideal, mas quem decidir ir por outro caminho ainda consegue despistar os policiais. Ou seja, o tracejado no mapa é uma sugestão, e não uma regra que termina em "missão fracassada".
Nelson também falou da consistência entre missões e mundo aberto. A Rockstar quer que missões com nível de procurado ou assaltos funcionem do mesmo jeito que esses sistemas funcionam no free roam. Se a polícia age de uma forma quando você está passeando por Vice City, ela deve agir da mesma forma quando você está no meio de uma missão.
Fugas que parecem roteirizadas, mas não são
Um dos pontos mais interessantes da entrevista é o papel do parceiro controlado pela IA. Durante perseguições, ele pode dirigir enquanto você cuida dos tiros. Nelson descreveu situações que acontecem sem script: um tiro no pneu de uma viatura que provoca uma batida e bloqueia os policiais de trás, ou o parceiro acelerando para cruzar os trilhos antes do trem passar.
Para o desenvolvedor, essas fugas orgânicas conseguem ter a cara de uma missão roteirizada, algo que ele chamou de "totalmente novo para nós". Se isso se confirmar no jogo final, cada perseguição pode render uma cena diferente, em vez daquela sensação de repetir a mesma coreografia até acertar.
Liberdade, mas com limites
Nelson não prometeu liberdade total. Algumas sequências seguem dirigidas para que a narrativa passe pelos pontos necessários, e ele admitiu que liberdade demais pode dificultar a manutenção da qualidade. É um equilíbrio que faz sentido num jogo que, segundo a própria Rockstar, coloca a relação de Jason e Lucia no centro da história.
O assunto tem peso para os fãs. Segundo o GTABase, a mudança responde a uma crítica antiga ao design de missões de Red Dead Redemption 2, muitas vezes apontado como restritivo demais: sair um pouco do caminho previsto podia significar falha imediata. A Rockstar não fez essa ligação diretamente nas falas citadas, então essa leitura é do site.
O que ainda falta saber
As declarações dão uma boa ideia da filosofia da Rockstar, mas não dizem quantas missões seguem esse modelo nem quão longe vai a liberdade nas partes mais roteirizadas da campanha. A resposta não vai demorar: GTA 6 chega ao PS5 e ao Xbox Series X|S em 19 de novembro, e aí os jogadores vão poder testar por conta própria se dá mesmo para fugir do roteiro.
Fontes
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